Uma “grande” e grata surpresa: Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)

HashiPOP - Shingeki no Kyojin“Eles são a caça e nós somos os caçadores!”, e é com este indigesto bordão que começa a estória dos gigantes que comiam gente.

Não sou de promover tecnicalidades, mas pra não dizerem que não foi dito:

Shingeki no Kyojin (ou Attack on Titan, no inglês) é a obra escrita e ilustrada por Hajime Isayama e publicado na revista Bessatsu Shonen Magazine. Apesar da exibição do anime ter começado a pouco tempo, a obra tem rapidamente colhido os frutos e estima-se que atualmente já haja em circulação mais de 20 milhões de cópias em circulação e lhe rendeu a classificação de “sucesso que só surge em uma década“, segundo especialistas ouvidos pelo site Mantan Web. Há inclusive, rumores de uma adaptação em live-action (com atores reais) para o ano de 2014.

A série se passa em um mundo onde o restante da população humana vive dentro de uma cidade cercada por paredes enormes devido ao súbito aparecimento dos Titãs, criaturas humanoides gigantescas, que devoram humanos aparentemente sem razão. A história tem em foco o Eren Jaeger e sua irmã adotiva Mikasa Ackerman, cujas vidas foram mudadas para sempre, após o aparecimento de um titã colossal que destruiu parte da muralha da cidade facilitando assim a invasão por  vários outros Titãs.

Fonte: Wikipédia

Shiganshina - O Ataque do Titan Colossal.

Naquele dia a humanidade recordou, o terror da supremacia Deles. A humilhação de viverem dentro dessas gaiolas de pássaros que chamam de Muralhas.

— Eren Jaeger.


NOTA: este texto pode ou não conter spoilers da série. Nada explícito, que deva comprometer tua experiencia ou divertimento, mas se você é do tipo que se ofende com todo e qualquer spoiler, esteja avisado. É aqui onde deves parar de ler.


Em minha singela opinião, Shingeki começa muito bem e resgata elementos que já à algum tempo não tenho visto e ansiava, nas últimas animações da terra do sol nascente: medo, terror psicológico e sangue. Muito sangue.

Não que eu tenha assiduamente acompanhado todos os lançamentos como provavelmente o fazem os amigos de outros blogs ou mesmo que eu acredite que pra uma animação ser boa ela necessariamente precise ter tais características, ou mesmo que, tais características sejam o que define o que ou o quão algo vai ser bom ou ruim.

Sadismo do TitanÉ só que, atualmente me parece haver censuras e protecionismo em excesso,
o que (talvez) motive o exponencial crescimento de outros gêneros e características de animação mais leves e até… fofinhas.

No entanto, pra quem já viu vários corações atravessados e/ou um impetuoso Gatts e toda violência que o acompanha é inegável não assistir apreensivo ao mesmo tempo que excitado  com a chuva de sangue ao ver um impiedoso Titan mastigar um humano como se fosse uma barra de cereal.

E porque isto é tão bom ou, importante? É claro que em toda animação, ficção e principalmente animação japonesa, não há como cobrar uma retratação de realidade 100% fiel, e sabemos que existem abusos praticamente indescritíveis da chamada “licença poética”, mas é de aplaudir-se de pé as obras que conseguem atingir o máximo possível neste aspecto, mesmo que em um mundo totalmente fantasioso. E é aí que entra o significado de tudo isso: o uso explícito de sangue (muito provavelmente) indica que algo deu muito errado, e o terror psicológico pode indicar que algo dará, ou simplesmente ser o resultado disto (tudo ou quase tudo, ter ido pro saco).

O evidente desespero da humanidade.Mesmo que por vezes esqueçamos disto, estas são reações bem humanas e ver obras como Shingeki no Kyojin retratando-as de forma tão evidente (em meio à uma época em que o lindo tom carmesin do sangue humano é substituído por tons inexpressivos de cinza, preto ou até mesmo RETIRADO de cenas, que foram propositalmente suavizadas em reflexo à um atual e na minha opinião, nada construtivo protecionismo com as crianças e adolescentes de hoje) é realmente louvável.

É fácil também se deparar com questões filosóficas, personagens com dilemas éticos e personalidades questionáveis devido ao stress emocional que é ter que se colocar dia-pós-dia diante de criaturas com uma diferença de poder praticamente abissal e que comprovadamente não precisa se alimentar de humanos mas, o faz por puro prazer:

Aula sobre os Titans

“…por alguma razão desconhecida, Eles não demonstram qualquer interesse por outros animais, exceto os humanos.

O único princípio comportamental Deles é devorar humanos. Mas se considerarmos o fato de que sobreviveram em um habitat desprovido de quaisquer humano por uns cem anos, podemos concluir que Eles não precisam se alimentar.

Em outras palavras, Eles não são nossos predadores e sim, nossos aniquiladores.”

Ainda há muito mistério acerca dos Titans, de onde vieram e o que necessariamente eles querem (além de degustar corpos nus)  e na série como um todo.

Embora talvez quem leia este post vá pensar que este que vos fala acredite que a série é perfeita, bem… não é. A estória ainda precisa evoluir e muita coisa precisa acontecer antes de quaisquer julgamento precipitado, mas… uma coisa é certa:

Shingeki no Kyojin impressiona. Resgata valores quase esquecidos e definitivamente vale à pena conferir.

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3 Respostas para “Uma “grande” e grata surpresa: Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)

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